Ensino Religioso nas Escolas

30 08 2009

O Ensino Religioso nas Esolas é um tema que de tempos em tempos tem preocupado os educadores.

Não resta dúvidas que é importante, mas  Pedagogos e Professores tem que saber usar bem o bom senso para não contemplar apenas uma Religião;

que por sinal,na maioria das escolas,as aulas de Religião são reservadas apenas aos conteúdos do Cristianismo.

A minha experiência de 15 anos na área da Educação mostra claramente que nossas escolas não estão preparadas para que as aulas de Educação Religiosa contemple de modo específico a todas as Religiões; tento em vista que Educação Religiosa faz parte do processo de ensino-aprendizagem e justamente por isso se precisa de professores especializados na área e o que se tem visto por aí é que as aulas de Religião ficam sob a responsabilidade de pessoas que tem um estreito conhecimento da Religião de maior predominância: o Cristianismo.

Já fui professora de uma sala de 2ª série onde tinham crianças de Religião Cristã: Católica e Protestante; Espíritas; Umbanda e Budista. Tudo isso numa sala só! E o que fazer na  aula de Religião? Eis o que fiz: trabalhei o conceito de Deus em cada uma das Religiões, de modo que cada criança pôde explicar e apresentar as concepçoes de sua crença  e num debate simples  as crianças se sentiram valorizadas e aproveitaram a aula para conhecer outros ambientes religiosos até então desconhecidos.

Saiu no Terra no último dia 23 de agosto de 2009 a seguinte matéria:

Disponível em:

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3937092-EI306,00-Para+CNBB+ensino+religioso+faz+parte+da+educacao+integral.html

Para CNBB, ensino religioso faz parte da educação integral

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Geraldo Lyrio Rocha, defende a implantação do ensino religioso nas escolas públicas do país. As aulas de religião estão previstas na Constituição de 1988. No entanto, um acordo entre o governo brasileiro e o Vaticano, em tramitação no Congresso Nacional, estabelece o ensino católico e de outras doutrinas.

Dom Geraldo descartou, em entrevista à Agência Brasil, a possibilidade de que a redação do projeto, explicitando a fé católica, privilegie a Igreja. “O que a Igreja Católica pede para si, ela também pede para as demais denominações”, ressaltou.

Para ele, a religião é parte importante no processo educacional. “Uma educação integral envolve também o aspecto da dimensão religiosa ao lado das outras dimensões da vida humana.”

O fato do Estado Brasileiro ser laico, ou seja, separar a religião da estrutura estatal, não impede que sejam ministradas aulas religiosas nas escolas públicas. “Estado laico não significa Estado antirreligioso, nem Estado ateu”, considerou o presidente da CNBB.

A presença da fé nas salas de aula estaria de acordo com a formação cultural da sociedade brasileira, na avaliação de Dom Geraldo. “O Estado é laico, mas a sociedade não é laica. Os alunos não são arreligiosos”, destacou.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, contesta a justificativa de que o ensino religioso seja necessário para a formação do cidadão. “Não podemos considerar que a questão ética, a questão moral, o valores sejam privilégios das religiões.”

Agência Brasil








Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.